quarta-feira, 28 de agosto de 2013
DCE convoca COEB
segunda-feira, 4 de março de 2013
DCE convoca COEB para discutir greve na UEPB
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
DCE e entidades ocupam ruas de CG contra o aumento na tarifa de ônibus
Dentre as reivindicações apresentadas, estão:
- O Congelamento da tarifa, considerando sucessivos aumentos anuais acima do índice geral de inflação paradoxalmente à péssima qualidade do serviço prestado e o não pagamento por parte das empresas de ônibus à Prefeitura do Imposto Sobre Serviços - ISS
- O Estabelecimento de uma Comissão de Análise da proposta de aumento da tarifa, considerando a visível inadequação da atual planilha apresentada pela STTP à realidade de Campina Grande.
- A recomposição do Conselho Tarifário mediante projeto de Lei da Câmara de Vereadores, considerando que o atual conselho não mais representa a sociedade, mas se reúne de forma açodada simplesmente para referendar as propostas dos empresários sem nenhuma ampla discussão.
Compreendemos que o DCE-UEPB e as demais entidades cumprem de forma aguerrida o seu papel de defensores dos estudantes e da sociedade, em se considerando a desigual luta contra uma poderosa classe patronal que objetiva tão somente explorar os trabalhadores. Conclamamos a sociedade de Campina Grande a integrar essa luta e não se curvar mais a esses agentes opressores. R$2,25 É UM ASSALTO, DIGA NÃO AO AUMENTO DA TARIFA!
VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES!!
O tempo não para!!!
domingo, 13 de janeiro de 2013
DCE protesta contra aumento da tarifa de ônibus em Campina Grande
Participe!!!
Todos os anos ficamos reféns dos empresários do Transporte Público de nossa cidade. Tais indivíduos votam às escuras um aumento de passagem que não leva em conta as condições sociais da população, no intuito de apenas lograrem mais lucro para os seus bolsos.
Você acha que um trabalhador que ganha um salário mínimo por mês tem condições de abrir mão de quase 100 reais de seu suado dinheiro pra enriquecer os tubarões do nosso transporte público?
Aliás, você vê esse dinheiro que é acrescido no valor da passagem sendo revertido em melhorias nas frotas de ônibus? nas paradas, nas quais ficamos em pé sob o sol escaldante quando de manhã e a mercê da violência durante a noite? Você vê ônibus equipados para REALMENTE atenderem aos portadores de deficiência? Você vê idosos sendo RESPEITADOS em todas as linhas?
Se você precisar pegar ônibus no período da MEIA-NOITE ÀS 5H DA MANHÃ, o que você fará?
É inadmissível que uma cidade do tamanho de Campina Grande tenha uma passagem de ônibus de valor semelhante ao das capitais Recife e Fortaleza, cidade estas que possuem inúmeros terminais de integração e não apenas UM, além de terem a tarifa social aos domingo, dia da semana em que todos pagam a passagem com desconto de mais de um real.
Agora pagaremos R$ 2,25, ANO QUE VEM R$ 2,50, você continuará aceitando calado?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Eleições DCE 2011
A nova diretoria para a gestão do biênio 2011-2012 será definida nas eleições marcadas para o dia: 25 de maio de 2011, das 8:00 às 22:00 horas em todos os campi da UEPB.
As chapas poderão ser inscritas até o dia 29 de abril e serão homologadas pela Comissão Eleitoral.
Confira o Edital abaixo:

DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
EDITAL DE ELEIÇÃO DE DIRETORIA
DE ACORDO COM O CONSELHO DE ENTIDADES DE BASE DO DCE UEPB E SEGUINDO AS OBRIGAÇÕES ESTATUTÁRIAS DA ENTIDADE, CONVOCAM-SE AS ELEIÇÕES PARA A NOVA DIRETORIA DO DCE UEPB, GESTÃO 2011-2012, NOS SEGUINTES TERMOS:
ART. 1º. AS ELEIÇÕES OCORRERÃO NO DIA 25 DE MAIO DE 2011, EM TODA UEPB, DAS 08:00HS ÀS 22:00HS;
ART.2º. A NOVA DIRETORIA DO DCE SERÁ ELEITA POR VOTO SECRETO, UNIVERSAL E ATRAVÉS DE CHAPAS QUE SEGUIRÃO AS NORMAS ESTATUTÁRIAS E QUE SERÃO INSCRITAS DA DATA DESTE EDITAL ATÉ O DIA 29 DE ABRIL DE 2011, DAS 09:00H ÀS 19:00HS COM A COMISSÃO ELEITORAL NA SEDE DO DCE UEPB, CAMPUS I;
PARÁGRAFO ÚNICO: A CHAPA DEVERÁ SE INSCREVER ATRAVÉS DE ESTUDANTE RESPONSÁVEL PELA MESMA QUE INDICARÁ O NOME DA CHAPA, CANDITADOS A DIRETORES E RESPECTIVOS CARGOS, NOME COMPLETO DE CADA CANDIDATO, CÓPIA DE RG (OU OUTRO DOCUMENTO OFICIAL COM FOTO), CÓPIA DE COMPROVANTE DE MATRÍCULA E FICHA DECLARANDO A PARTICIPAÇÃO NA CHAPA, DE FORMA INDIVIDUAL.
ART.3º. ATÉ DOIS DIAS APÓS O PRAZO FINAL DE INSCRIÇÃO DE CHAPA, A COMISSÃO ELEITORAL HOMOLOGARÁ AS CHAPAS INSCRITAS;
ART.4º. O PERÍODO DE CAMPANHA SERÁ LIVRE, ATRAVÉS DE MEIOS INTERNOS NA UNIVERSIDADE, SENDO DEFESO A UTILIZAÇÃO DE ESTRUTURAS SONORAS;
ART.5º. TODO O PROCESSO ELEITORAL SERÁ ORGANIZADO E COORDENADO PELA COMISSÃO ELEITORAL ELEITA NO COEB DA UEPB, QUE SE REUNIU NO DIA 19 DE ABRIL DE 2011;
ART.6º. O COEB APROVARÁ UM REGIMENTO PARA ESTAS ELEIÇÕES QUE SERÁ APRESENTADO A CADA CHAPA APÓS AS INSCRIÇÕES DAS MESMAS;
ART.7º. OS CASOS OMISSOS NESTE EDITAL SERÃO RESOLVIDOS PELA COMISSÃO ELEITORAL E PUBLICADOS NO BLOG DO DCE E NO SITE DA UEPB.
CAMPINA GRANDE, 19 DE ABRIL DE 2011.
COMISSÃO ELEITORAL ELEITA NO COEB DA UEPB
quinta-feira, 31 de março de 2011
Em defesa de mais verbas e infraestrutura para a UEPB
Ao longo dos anos a UEPB se desenvolveu e consolidou-se com a participação ativa de seus membros e com o inegável apoio do povo e da juventude paraibana. Foi assim durante o processo de estadualização da antiga FURNE, na histórica greve de 2001 e na conquista da autonomia universitária em 2004. Graças a essas lutas, hoje cerca de 5% das receitas do estado da Paraíba são destinadas à UEPB, somando um orçamento que em 2010 alcançou 195 milhões de reais. Parece muito, mas esse valor está longe de atender todas as nossas necessidades em ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e infraestrutura.De fato, apesar dos avanços conquistados pela autonomia, ainda possuímos bibliotecas com poucos livros, laboratórios sem material necessário, salas da aula desconfortáveis, estruturas físicas inadequadas, quantidade insuficiente de professores titulares, etc. Hoje a UEPB possui o restaurante universitário mais caro do Nordeste, cobrando todos os dias R$ 6,00 por refeição, enquanto que na UFCG, UFPB e UFAL o restaurante é gratuito, e na UFPE, UFRPE e em várias outras universidades os preços cobrados são simbólicos e o número de bolsas bem maior do que na UEPB. Em Guarabira, diariamente centenas de estudantes percorrem vários quilômetros a pé ou passam horas esperando carona para ir à aula, uma vez que não existe transporte gratuito do centro da cidade para o campus da universidade. Em João Pessoa, já virou rotina a mudança de local do campus da UEPB, que atualmente (acreditem!) “racha” meio a meio o mesmo espaço físico com uma escola estadual. Uma verdadeira afronta! Nos outros campi não é diferente, fazendo da vida de estudantes, professores e funcionários um sufoco.
Como esperar que a universidade e os profissionais que nela são formados cumpram seu papel de servir à população e ao desenvolvimento da Paraíba com tamanho descaso?O fato é que para a UEPB avançar de verdade o governo deve aumentar as verbas destinadas à universidade.
E é para lutar por isso que o DCE decidiu dar início a uma grande campanha em defesa da UEPB e pela vinculação de mais 1% do orçamento ordinário do Estado para a universidade. Só assim poderemos crescer o número de vagas para novos alunos, construir campus de qualidade em João Pessoa, Patos, Catolé do Rocha, Lagoa Seca, Monteiro e Araruna, melhorar o campus de Guarabira, investir mais em informática, monitorias, assistência estudantil, avançar na qualificação de mais doutores e mestres, promover concurso público para docentes e técnicos-administrativos e melhorar sua infraestrutura.
A campanha que começou em março durante a Jornada Nacional de Luta dos Estudantes é marcada por vários debates e encontros nos campi, panfletagens e manifestações em defesa da gratuidade no RU, pela construção do campus de João Pessoa e pelo repasse definitivo à UEPB da escola onde a universidade funciona em Patos. Participe!!!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Revoltas populares no mundo árabe: não há força maior que um povo unido e consciente!

Seguindo os passos do bravo povo tunisiano e egípcio, milhares de pessoas na Jordânia, Mauritânia, Argélia, Líbia, Marrocos, Bahrein e Iêmen romperam o silêncio e foram às ruas nas últimas semanas para exigir mudanças em seus próprios países, soprando ventos de mudança que estão fazendo tremer os mais antigos ditadores do mundo.
No Egito, a juventude permanece mobilizada nas ruas das principais cidades do país, mesmo depois da queda do ditador Mubarak.
Na Argélia, os protestos acontecem desde janeiro por conta do desemprego, dos preços dos alimentos e pelas más condições de moradia, e já produziram um saldo de cinco mortos e 800 feridos. “Ficaremos aqui até alcançarmos o objetivo de nossa luta. Os golpes e a repressão não vão nos deter. Lutaremos até o fim”, disse um dos manifestantes. “Não temos mais medo de morrer. Deixem que o Exército venha e nos mate. Vamos mostrar ao mundo que tipo de selvagens eles são”, completou outro.
Ao mesmo tempo, no Iêmen, milhares de estudantes e professores se uniram em um protesto perto da Universidade de Sanaá, para exigir a renúncia do presidente Ali Abdulá Salé, há mais de 30 anos no poder. A manifestação foi reprimida, mas os estudantes permanecem nas ruas.
Protestos também acontecem no Marrocos, Jordânia e Bahrein.
Entretanto, é na Líbia onde a luta por mudanças ganha mais força, levando o governo a afogar em sangue as manifestações. Em apenas uma semana mais de 250 pessoas morreram na capital Trípoli depois dos bombardeios da Força Aérea contra uma manifestação que reivindicava a renúncia de Muamar Kadafi.
Como se vê, uma verdadeira onda de protestos toma conta do mundo árabe, confirmando a máxima de que não há no mundo força maior que um povo unido e consciente. O desenrolar dessas batalhas ainda está por vir. Seja qual for seu resultado, o fato é que os povos oprimidos não aceitarão cumprir outro papel que não seja o de protagonista dessa história.
sábado, 11 de setembro de 2010
Estudantes da UEPB do Campus III de Guarabira pedem carona por não ter transporte
segunda-feira, 29 de junho de 2009
REBELE-SE ELEGE 60% DOS DELEGADOS NA PB
Realizou-se na sede do DCE UEPB, Campina Grande, no último dia 28 de junho, o credenciamento de todos os delegados eleitos na Paraíba ao 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes - UNE.sexta-feira, 26 de junho de 2009
UJR LANÇA AVALIAÇÃO SOBRE O NOVO ENEM

PELO LIVRE ACESSO À UNIVERSIDADE
“....Privatizaram o conhecimentoque só a humanidade pertence...”
O quadro de exclusão que vive o ensino superior no país é alarmante. De acordo com o próprio Ministério da Educação, apenas 13% dos jovens entre 18 e 24 anos têm acesso ao ensino superior (menor índice de toda a América Latina) e o setor privado corresponde a 88% das vagas ofertadas a cada ano, numa prova de que os interesses dos capitalistas é que comandam a política educacional brasileira.
Por sua vez, a cada ano o vestibular prova que não é capaz de comprovar o conhecimento de ninguém, e que funciona como uma verdadeira mina de ouro. Ao seu redor se construiu uma milionária rede de cursinhos e colégios particulares, além de o exame ser realizado por fundações privadas que mantém verdadeiras caixas-pretas com relação aos recursos gerados nas inscrições dos vestibulares e sua utilização. A Fuvest, fundação responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP) recebeu em 2007 a cifra de R$ 11,5 milhões com as inscrições do vestibular. Sem dúvida um bom empreendimento.
Essa realidade coloca milhões de jovens fora das Universidades, e os impede de ter acesso ao conhecimento, reafirmando o controle das elites sobre a produção científica e o desenvolvimento intelectual da sociedade, seja por não terem condições econômicas de se adestrar em um cursinho ou pagar as taxas de inscrição, seja pela completa falta de perspectiva de ingressarem em uma instituição pública. As universidades particulares que gozam da ausência de regulamentação em nosso país, aproveitam-se da pouca oferta de ensino público para aumentarem seus lucros.
Nesse contexto, a luta pelo livre acesso do povo à universidade e o fim do vestibular tem ganho força nos últimos anos e conquistado o apoio de milhares de estudantes. As várias jornadas, debates e mobilizações contribuíram decididamente para aumentar o descrédito com o vestibular e defender o direito do povo de acesso ao conhecimento.
Tentando dar resposta a essa realidade, o MEC enviou para as reitorias de todas as Universidades Federais uma proposta de mudança no vestibular no último mês de abril. Pela proposta, o vestibular será substituído por um novo Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, com o objetivo de criar um sistema integrado de avaliação organizado pelo MEC. Após alguma resistência, como o da possibilidade de organizar segundas etapas em cada instituição, as federais anunciaram a adesão à proposta.
O governo e boa parte da imprensa têm propagandeado que essa medida representa o “fim do vestibular”. Nada mais falso! Essa proposta em nada modifica o caráter excludente do acesso à Universidade, pois mantém o mesmo número de vagas das universidades públicas, haja vista que o problema principal colocado para os estudantes não é o da prova, e sim o da possibilidade de ingressar na Universidade.
Enquanto isso, o governo tem desviado verbas que deveriam ser destinada a ampliação de vagas nas instituições públicas para as universidades privadas, principalmente através do Programa Universidade Para Todos – Prouni e do Financiamento Estudantil – FIES, que, juntos, injetam anualmente mais de R$ 3 bilhões de reais nos cofres das universidades pagas, além é claro da dívida pública que consome 46,5% dos gastos federais contra 2,6% dedicados a Educação.
A luta histórica do movimento estudantil sempre apresentou a bandeira do Livre Acesso à Universidade e para tanto precisamos garantir uma efetiva ampliação de vagas e dos investimentos nas instituições públicas de ensino superior, garantindo vagas para todos na educação pública.
A verdade é que o acesso ao ensino superior é um direito e o Brasil que produz tantas riquezas pode e deve garanti-lo a todos os jovens. Na América Latina, países que têm um Produto Interno Bruto - PIB dezenas de vezes menor que o brasileiro já ofertam o livre acesso ao ensino superior, como a Bolívia, Cuba e a Argentina.
Precisamos romper com a apropriação capitalista da educação, que nos impede de superar o subdesenvolvimento, a pobreza e a dependência econômica que nosso país vive há mais de 500 anos. A formação de um novo projeto de nação passa também pela formação de quadros técnicos (engenheiros, professores, cientistas, etc...) capazes de pensar e produzir ciência de acordo com os interesses do povo e não das empresas capitalistas como vemos hoje.
Para tanto, a União da Juventude Rebelião – UJR reafirma o seu compromisso pelo Livre Acesso à Universidade e convoca a juventude brasileira a transformar esse momento de discussões do novo ENEM num debate sobre a exclusão do acesso ao ensino superior. A proposta do MEC não respeita os anseios estudantis e precisamos de uma vez por todas ocupar às ruas do país para exigir o fim do vestibular e o direito ao Livre Acesso à Universidade.
Apresentamos alguns eixos para o fortalecimento dessa luta e a ampliação dessas mobilizações:
1 – Ampliação imediata do orçamento da educação. Pela garantia do investimento de 10% do PIB na educação;
2 – Criar uma política de expansão das universidades públicas, em especial as federais, que permita num período máximo de 5 anos absorver os estudantes que terminam o ensino médio e que ficam de fora das universidades, valendo-se da criação de cursos noturnos e da interiorização universitária;
3 – Estatizar ou federalizar as instituições privadas em crise, permitindo o aproveitamento de suas estruturas para a ampliação de vagas na educação pública;
4 – Realização de concursos públicos que garantam professores e técnico-administrativos suficientes para fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão universitária;
5 – Fim do vestibular e adoção de métodos de avaliação que constatem critérios mínimos de aprendizagem, garantindo vagas a todos que comprovarem essa aptidão.
É com a certeza da disposição e da capacidade de luta da juventude brasileira, e com a certeza na conquista do Livre Acesso à Universidade a partir de nossa luta coletiva que a UJR convoca a todos a se somar nessa luta.
União da Juventude Rebelião
Junho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Rebele-se cresce em todo país! Construir oposição no 51º CONUNE!

Estudantes universitários de vários estados brasileiros se reuniram, nos dias 02 e 03 de maio de 2009, na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, para a segunda edição do Seminário Nacional Universidade Brasileira. Dois anos após a realização do primeiro Seminário, na Universidade Federal de Campina Grande, este evento já se apresenta no calendário do movimento estudantil como espaço de formulação e mobilização acerca de importantes questões do ensino superior no país.Em um momento em que o mundo passa por mais uma crise econômica e social, fruto das contradições do capitalismo, as consequências desta crise são sentidas em todas as esferas da vida: aumento das demissões, escalada dos preços, permanentes ameaças de guerras e intervenções imperialistas, corte de verbas públicas (a exemplo do R$ 1 bilhão retirados do orçamento do Ministério da Educação e dos R$ 800 milhões da Ciência e Tecnologia, neste ano) com a finalidade de salvar da falência grandes bancos e monopólios industriais e agrícolas.Cresce, portanto, o papel da juventude para apontar o rumo a ser tomado e de animar, com sua energia criadora, a luta contra os efeitos dessa crise e pela superação do capitalismo.Uma parcela importante dessa juventude se encontra nas universidades, local chave para a sociedade, por formar profissionais e desenvolver ciência e tecnologia, que devem estar sempre a serviço do desenvolvimento do país. Inserir esse setor nos debates sobre a educação e os rumos do país é um dos desafios a que se propõe o II Seminário Nacional Universidade Brasileira.O ensino superior no Brasil, contudo, tem a marca da exclusão, representada de forma mais clara pelo vestibular. Este mecanismo visa repassar ao estudante a responsabilidade de ingressar ou não na universidade, mascarando a real falta de vagas nas instituições públicas e a obrigação do Estado em assegurar ensino público, gratuito e de qualidade para todos em todos os níveis. Além disso, outra grande contradição é que do total das vagas ofertadas nos vestibulares anualmente, 88% se concentram nas instituições privadas.Nos últimos anos, mesmo que ainda de forma tímida, iniciou-se uma política de expansão universitária, com a criação de novos campi no interior dos estados. Essa reivindicação histórica dos estudantes e da sociedade brasileira foi recebida com entusiasmo pelos milhares de jovens que passaram a ter acesso à educação.Contudo, essa expansão tem acontecido de forma precária. Falta de salas de aula, restaurantes universitários, política de assistência estudantil são a marca da criação desses novos cursos. A luta dos estudantes, porém, tem permitido obter conquistas reais de melhorias nessas condições de ensino, e apontam que só com o fortalecimento da mobilização estudantil é que garantiremos uma educação de qualidade também nos novos campi.Vivemos nesse último ano a implementação do Reuni, que, depois de muita truculência em sua aprovação, evidenciou o problema da falta de professores nas universidades federais. Criou ainda cursos deslocados de uma verdadeira demanda social e impôs limitações ao ensino, à pesquisa e à extensão.Muitos recursos também são desviados da educação pública. Só com o Prouni e o Fies o governo destina R$ 3 bilhões por ano às instituições privadas. Esse recurso foi uma forma encontrada pelo governo para salvar o setor privado das dificuldades que passava, a fim de sustentar seus altíssimos lucros e sua expansão. Defendemos a transferência imediata dos estudantes que têm suas mensalidades pagas pelo governo para instituições públicas, como forma de restabelecer o caráter gratuito da educação.Agora, o MEC propõe que o atual Enem se transforme numa nova avaliação nacional para “substituir” o tradicional vestibular. Porém, isso não resolverá concretamente a exclusão da juventude ao ensino superior público no nosso país. Para se ter uma idéia, na Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, o índice de jovens que tem acesso ao ensino superior é de 26%. No Brasil, país mais rico de toda a América Latina, apenas a metade disso, ou seja, 13%, tem acesso ao ensino superior. Na verdade, o novo vestibular, como já ficou conhecido, é uma tentativa do governo de disfarçar o caráter excludente da prova, já que essa medida não aumentará as vagas existentes nas universidades públicas. Para combater tanta falsa propaganda, é necessário levantar a bandeira histórica do livre acesso do povo à universidade, promovendo a verdadeira democratização do ensino superior.Assim, com esta Carta de Recife, nós, estudantes presentes no II Seminário Nacional Universidade Brasileira, reafirmamos o caminho da luta e da combatividade como única saída para os problemas enfrentados pelos estudantes. Mais organização é preciso para conquistar a universidade que queremos e que o povo brasileiro precisa. Mais seminários virão para que juntos conquistemos a universidade popular, onde toda a juventude possa ingressar!


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